Controle Emocional

Hoje falamos sobre o Controle Emocional, a segunda habilidade que Daniel Goleman associa ao conceito de Inteligência Emocional.

Entende-se por controle emocional a capacidade para lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida.

Diferentes sociedades, diferentes épocas, diferentes grupos e sistemas de crenças contêm normas (quase sempre implícitas) sobre a forma como devemos ou não entregar-nos e como devemos ou não manifestar as nossas emoções. Lembra-se de “O Nome da Rosa” de Umberto Eco? É-lhe familiar o convite do Budismo para não qualificar as experiências terrenas? Quantas vezes já ouviu ou proferiu a frase “Então? Um homem não chora!!”?
É fácil cair no erro de julgar que o controle emocional consiste em ser capaz de não sentir emoções. Existem ainda muitos contextos profissionais que colocam esse tipo de pressão nas pessoas, contudo, o excessivo controle pode ser tão ou mais destrutivo quanto o descontrole emocional.

O que eu pretendo ilustrar com estes exemplos é que, na maior parte dos casos, os critérios que permitem avaliar a adequação da expressão de sentimentos são fundamentalmente sociais e normativos. Porém, eu prefiro olhar a adequação e o controlo como uma questão de saúde.

Ouvi, em tempos, as emoções serem comparadas a um cavalo selvagem que, quando não domado, tanto pode levar-nos para paragens maravilhosas como nos pode conduzir ao descalabro. Quer isso dizer que as emoções são para ser vividas sem perder de vista a nossa necessidade de equilíbrio interno.

Por outras palavras, tanto as emoções agradáveis como as emoções desagradáveis cumprem uma função, razão pela qual não devemos fechar-lhes as portas. O controle emocional é o discernimento que nos permite sair dessas emoções e observá-las para que não fiquemos reféns delas. E, note-se, é tão importante sermos capazes de travar uma tristeza autodestrutiva como libertar-nos do efeito aditivo de uma alegria inconsequente e desligada da realidade.

Em resumo, as emoções são ferramentas importantíssimas sem as quais as nossas experiências perderiam grande parte do seu significado. O controle emocional é a nossa capacidade de segurar as rédeas para que as emoções não nos totalizem e não se sobreponham à nossa vontade e a outras dimensões da nossa existência.

A metodologia Stereofit adopta o modelo dos Guerreiros do Eu® para o desenvolvimento de softskills porque este nos ajuda a ter uma maior consciência dos mecanismos emocionais e ensina-nos a respeitá-los e controlá-los sem os temer. É um facto que precisamos de estar internamente robustos para nos permitirmos sentir e, é também um facto, que as pessoas gostam de ser lideradas por alguém que seja simultaneamente sensível e emocionalmente são.

Queres saber mais!

Não fiques sentado na tua zona de conforto.


2018-01-26T11:57:40+00:00